07
Abr

O aluno, Lucas Vinícius Rocha, conta como conseguiu ser aprovado em 1º lugar para Medicina, na UFPR

Lucas Vinícius abandonou o curso de Engenharia Elétrica, na UFG, para conquistar o sonho de ser estudante de Medicina

“Meu nome é Lucas Vinícius Rocha, tenho 21 anos. Venho de uma família muito humilde, tenho um irmão mais velho e ainda moro com meus pais. A vida inteira estudei em escola pública. Sai do colégio, no 3º ano, e passei direto na UFG, para Engenharia Elétrica. Tive aquela dúvida na hora de escolher o curso, mas acho que é normal, né?

Na faculdade, comecei a fazer estágio em uma empresa de marca-passo e uma das minhas tarefas era pegar esse equipamento, levar para o centro cirúrgico, acompanhar toda a cirurgia e fazer os testes na parte da engenharia. E foi nessa ocasião que eu despertei para medicina. Confesso que eu me apaixonei! É uma área muito bonita. Num certo dia, acordei decidido que era, de fato, medicina o que eu queria para a minha vida. Fui conversar com a minha mãe e foi um grande susto. Ela me perguntou se era isso mesmo que eu queria e então me incentivou e me deu todo o apoio necessário.

Tomada essa decisão, fui para o cursinho e a rotina foi puxada! É aquela vida um pouco sofrida mesmo. Acordava às 5h30, gostava de chegar mais cedo no colégio. Aproveitava para revisar as matérias das aulas passadas e sempre sentava na frente. Assistia aula até às 12h50 e almoçava no colégio. Até brincava que parecia que eu morava na escola, porque tinha escova de dente, creme dental, perfume... Ficava tudo no meu armário, por conta do tempo que passava na escola. Voltava a estudar às 14h, tinha dia que tinha retorno, tinha dia que ia para os plantões. Ficava na biblioteca o dia todo, até às 22h. O dia que estava mais cansado, pedia para a mãe passar 21h, 21h30. Era assim de segunda à sexta. Já aos sábados, tinha aula de manhã e à tarde fazia todos os simulados! Obrigatórios ou facultativos.

Na verdade, o que mais fez diferença para mim foram os simulados e os plantões. Observava que muita gente fazia o simulado e não corrigia. Ou corrigia só para saber o número de questões. Por exemplo: tem 90 questões e a pessoa corrige para saber que fez 60, mas não olha o que errou nas outras 30. Eu fazia o simulado à tarde, à noite eu já corrigia e no domingo mesmo, revisava as matérias que eu errei. Tipo assim: questão 25, errei porque esqueci a fórmula tal; questão 30, errei porque não lembrei de tal conteúdo. E isso me fazia revisar tudo! Quando não conseguia aprender por conta própria, ia aos plantões e pedia ajuda para entender a questão.

Resumindo, essa foi a minha estratégia! Fazer os simulados, corrigir e principalmente, ver em que parte está errando. Claro que é fundamental prestar atenção nas aulas e tentar acompanhar o professor, tentando evitar que o conteúdo ficasse acumulado. Embora isso seja algo meio utópico, porque uma hora ou outra você acaba priorizando mais uma matéria. Mas é isso! A conquista veio com muito esforço e dedicação.”

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